Pelo menos foi isso que defendeu,
através das redes sociais, Adriana Pereira, presidente da Associação de Hotéis
e Turismo de Guarapari (AHTG). De acordo com ela, eleição em pleno verão não seria
benéfica para Guarapari. “Fazer campanha política
quando a cidade triplica sua população, quando o transito faz de um percurso
normal de meia hora se transformar em duas a seis horas dependendo do dia e
horário, quando parte significativa de nossa população esta trabalhando em
turno dobrado para aumentar sua renda. Quem vai prestar atenção nos candidatos
os turistas???? Por causa de um mês vamos colocar em risco a cidade em quatro
anos????? Que pressa é essa? ” , disse ela em uma postagem no Facebook da Ong Transparência Guarapari, para defender os seus argumentos.
Eleição no verão gera discussão |
Ainda de acordo com Adriana, isso
tem que ser impedido. Para isso, pediu ajuda da Transparência. “Se deixarmos isso acontecer vai ser uma
total conivência da sociedade civil com o descalabro político de nossa cidade. Acredito
que a transparência que já tem tomado algumas medidas contra aumento de
vereadores e outras pode entrar com uma liminar pedindo o adiamento dessa
eleição”, disse ela, defendendo ainda, como argumento, a falta de interesse
dos eleitores. “Alguém já parou para pensar sobre o numero de abstenção que vamos ter,
ou alguém acredita que o ambulante ou pessoas que trabalham diretamente no
turismo vão sair de seus afazeres cansados para enfrentar fila de votação”,
escreveu.
A presidente da Transparência, Raquel
Gerde respondeu na mesma rede. “Eles estão cumprindo a lei, então agora e aguentar as conseqüências da atitude inconsequente do prefeito e de todos os padrinhos políticos
dele, e espero que o povo tenha consciência de votar e votar certo dessa vez,
porque ausência do voto, pode comprometer os próximos 4 anos de nossa cidade.
Todos eles tem consciência do caos que Guarapari vai virar neste período, mas
este foi o presente de natal q o prefeito deu para cidade q tanto ele dizia
amar”.
Ela afirmou ainda que além da Ahtg,
estariam de acordo com essa ideia, o Sindicig,
CDL e o Sindicato de Postos de Gasolina (DINO).Essas entidades seriam contra a
eleição em fevereiro.
Contra
Essa ideia já causou
controvérsias na mesma rede social. O professor de história José Amaral, foi
contra. “Adiar a eleição é um absurdo
maior ainda. Só intensifica um problema político que se arrasta a algumas
décadas. Em hipótese alguma isso pode ser tentado”, disse ele lembrando
ainda um fato histórico, acontecido em 1879, bem parecido que está acontecendo na cidade.
A polêmica está lançada, resta
saber se estas entidades vão ter força para levar o projeto de adiar a eleição
adiante. Pelo jeito, o que estava definido e organizado pela justiça eleitoral
não satisfez a todos.
Confira aqui a discussão.
4 comments:
Ainda temos o problema das negociatas políticas que poderão ou já estão sendo realizadas. Uma manobra entre a câmara dos vereadores e a atual gestão pode manipular a população mais uma vez com obras eleitoreiras, na minha opinião não devemos abrir espaço para que algum vereador assuma a prefeitura, devemos sim ter as eleições mesmo neste período. Todos temos a consciência de que será um momento conturbado, mas já vivemos este momento conturbado ha décadas.
Temos que cumprir o que determina a Lei. Entendo as ponderações e justificativas postadas em rede. Preocupo-me muito mais pela falta do período de transição de governo, na sua forma democrática, do que pelo sufoco que teremos que passar como herdeiros do mal feito. Não podemos dar tempo aos maléficos para arrumarem a casa ou se locupletarem com os malefícios já executados, tendo em vista um mandato-tampão. Tudo pode acontecer neste período crucial se a sociedade não participar de maneira mais que presente nesta ocupação transitória. Dizem que o prefeito-temporário nada poderá fazer em termos de compromissos de execução programática, além de assinar a folha de pagamento. Já outros dizem que o prefeito-temporário poderá fazer o que quiser e de forma plenamente legal, mas, outros também dizem que o mesmo deveria apenas assinar a folha de pagamento e rever os contratos de serviços essenciais prorrogando as datas de término de contrato até um dia após a posse do prefeito eleito, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Sinceramente, não sei o que pensar sobre as atitudes do prefeito-temporário, pois não o conheço e nem também sei sobre sua experiência político-administrativa. Espero apenas que o mesmo conduza essa experiência no Poder Executivo como forma de aprendizado e leve para o Poder Legislativo seus novos conhecimentos para uma justa aplicação. É isso. SANTORO.
Ridiculo isto de culpar o Edson Magalhaes de ter concorrido na ultima eleicao....nao estou morando em Guarapari, mas sem sombra de duvidas, o Sr Edson, que eu nao conheco pessoalmente, foi diparado o melhor prefeito que Guarapari ja teve.A populacao reconheceu isto com uma votacao esmagadora no candidato, e seria muito maior votacao, se nao houvesse a possibilidade de impugnacao, como de fato depois se concretizou. Guarapari vai cair de novo nas maos de pessimos administradores.
Ridiculo isto de culpar o Edson Magalhaes de ter concorrido na ultima eleicao....nao estou morando em Guarapari, mas sem sombra de duvidas, o Sr Edson, que eu nao conheco pessoalmente, foi diparado o melhor prefeito que Guarapari ja teve.A populacao reconheceu isto com uma votacao esmagadora no candidato, e seria muito maior votacao, se nao houvesse a possibilidade de impugnacao, como de fato depois se concretizou. Guarapari vai cair de novo nas maos de pessimos administradores.
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